A ABIO fortalece o consumo alimentar com responsabilidade por meio do circuito de feiras orgânicas que acontece no Rio

Circuito Carioca de Feiras Orgânicas
Circuito Carioca de Feiras Orgânicas. Foto Divulgação

A valorização da agricultura familiar está entre as principais ações da associação. Confira a trajetória da ABIO e o trabalho desenvolvido em parceira com o projeto Olhar Saudável

A Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro, a ABIO, foi fundada em 1984, por um grupo de pequenos agricultores, com apoio de técnicos e ativistas, com a finalidade de viabilizar a produção de alimentos orgânicos, considerados “alternativos” na época. Desde a sua fundação, a associação atua por meio de diálogos e ações constantes com a sociedade, com a agricultura familiar e na esfera de políticas públicas e legislativa.

Entre os anos de 1998 e 2007, a ABIO atuou como certificadora, por auditoria, e durante este período, teve papel determinante na criação e regulamentação do Sistema Participativo de Garantia (SPG) – um dos mecanismos que garante a qualidade dos produtos orgânicos – formado por 43 Grupos SPG-ABIO e pela própria associação que é credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC).

Esta é a segunda maior OPAC do Brasil, com 600 associados em todo território do estado do Rio e, recentemente, e alguns grupos em Minas Gerais e São Paulo. A ABIO, com todas as suas atividades, desenvolve um trabalho de fortalecimento da agricultura familiar, da pequena produção e do extrativismo sustentável, com base nos princípios da agroecologia.

Circuito Carioca de Feiras Orgânicas

 Desde 2007, quando existia apenas uma feira orgânica na cidade, a Feira da Glória, que surgiu em 1995, a ABIO buscava soluções para o escoamento de produtos de seus associados. Após três anos (2010), em parceira com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação (SMDEI), foi criado o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, sendo a Feira Orgânica do Bairro Peixoto a primeira do projeto.

A diretora da ABIO, Silvana Pedroni, que é também agricultora, explica que o crescimento e consolidação do eixo responsável pela área de comercialização da ABIO se deu de maneira bem natural.

“Fomos crescendo e não tínhamos para onde escoar os nossos produtos. O associativismo é, desde sempre, o arranjo que possibilita a organização dos agricultores para acessar o mercado e repassar a sua produção, porém, de maneira geral, isso acontece no âmbito do território local. No caso da Cidade do Rio de Janeiro, foi fundamental o acolhimento da agricultura familiar e orgânica, na economia solidária, que funda suas bases na venda direta e uso de espaços públicos. Partindo deste princípio, a ABIO, em parceria com a SMDEI, criou o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, que conta hoje com 11 feiras espalhadas em diferentes bairros da cidade”, Explica, Silvana.

Além das 11 feiras do circuito, a ABIO conta com mais duas feiras em espaços privados e uma em Niterói, totalizando 15 feiras orgânicas, das quais duas foram inauguradas este ano: a Feira Orgânica do Recreio e a Feira Orgânica do Shopping Carioca. Segundo Silvana, há muito otimismo e ciência do desafio em aumentar a oferta, mantendo a qualidade dos produtos, a comprovação de origem (rastreabilidade), o respeito à biodiversidade e incentivando a transição de mais agricultores do modelo convencional para o de produção orgânica agroecológica.

Parceria projeto Olhar Saudável

A ABIO está entre os grandes parceiros do projeto Olhar Saudável, que além da troca de experiências e do diálogo, há o apoio basal, com as feiras orgânicas, nas quais serão visitadas e retratadas durante as etapas desta iniciativa, que unirá a gastronomia, a agricultura familiar e os fotógrafos.

Para Silvana, a gastronomia tem se mostrado uma das maiores aliadas na defesa pelos alimentos saudáveis, saborosos, frescos e livres de agrotóxicos. Projetos como o Olhar Saudável funcionam com elos de uma rede que transpassa a fronteira urbano/rural, a partir da tomada de consciência da necessidade de mudanças estruturais na sociedade.

“O projeto em si é um instrumento de conscientização, que ganha força ao ser publicado. Ao mesmo tempo, homenageia e valoriza as nossas feiras, que embora sejam percebidas por um número cada vez maior de frequentadores, como espaço de convivência, de trocas e até didático, são ainda carentes de investimentos de projetos culturais, educativo, e, às vezes, até de infraestrutura”, comenta.

Ela ainda ressalta a importância da integração dos fotógrafos nesta missão, pois produtos que serão registrados são cultivados com respeito ao meio ambiente, à saúde e ao paladar do consumidor e, portanto, trará uma grande contribuição para traduzir em imagens o chamado consumo consciente. “Não é um modelo fotográfico de uma agencia, é gente invisível que tem muita história pra contar e uma força incrível para lutar!” Encerra.

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