Sábado é dia de feira orgânica

Foto de Ana Carvalho - Circuito Carioca de Feiras Orgânicas [2]
Foto de Ana Carvalho

Os fotógrafos do workshop Olhar Saudável fizeram registros incríveis no segundo dia de oficina, nas feiras orgânicas da cidade

No último sábado (14/04), foi dia de feira para os fotógrafos do workshop Olhar Saudável. Após a primeira oficina, no Espaço Maranguape, no CADEG, onde os participantes tiveram aulas teóricas e práticas com o fera do fotojornalismo, o Berg Silva, essa foi a vez de colocar as câmeras em ação e registrar as atividades de duas feiras orgânicas da ABIO, a de Olaria – Leopoldina, na Praça Marechal Maurício Cardoso, e a da Glória, na Praça do Russel.

Já no início da manhã, durante a montagem da feira, os fotógrafos acompanharam cada detalhe dos feirantes de Olaria – Leopoldina, que arrumavam suas barracas para mais um dia de trabalho. À medida que a hora avançava, o ambiente ainda foi presenteado com um chorinho, que já tem um apelido muito sugestivo: o chorinho orgânico. É, faz todo sentido.

Fotógrafos do Olhar Saudável - Foto de Berg Silva
Fotógrafos do workshop Olhar Saudável – Foto de Berg Silva

Depois de várias imagens capturadas, que retratam o dia a dia da feira da Zona Norte da cidade, chegou a hora da feira da Glória que, assim como a de Olaria, também funciona aos sábados, das 7h às 13h. O lugar reúne mais de dez barracas, das quais os integrantes expõem diversos produtos da família.

Entre os feirantes, estão os trabalhadores do Brejal, uma das maiores hortas agroecológicas do Estado do Rio, localizada em Petrópolis, Região Serrana. O Brejal é referência e abrange diversos sítios de agricultores que cultivam mais de 120 tipos de produtos, como temperos, verduras, legumes e frutas da época. São quase 30 famílias atuando na área orgânica, algumas delas são produtoras há mais de 40 anos.

“Nosso grupo vem crescendo ao longo dos anos, por meio do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas. Para fazermos as feiras, começamos a colheita às cinco horas da manhã, da segunda-feira, e a partir do meio dia levamos os produtos até a nossa sede, que é a porta de saída para os lugares de distribuição. Nós vivemos no sítio que foi a fazenda do nosso avô e é da família há mais de cem anos.” Explica Alessandro Lima de Andrade, que é feirante, produtor e atua ao lado de seu irmão e presidente da Associação de Produtores Orgânicos do Brejal, Paulo Roberto Lima de Andrade.

Diretamente de Petrópolis, além das famílias do Brejal, há outra que também é fornecedora na Glória, a Gorges. Ela é dona do sítio São Cosme e São Damião, localizado na cidade imperial. Especializada em legumes e folhas, atuam juntos o produtor Paulo Gorges, a esposa Virgínia Gorges e a filha do casal, Júlia Gorges.

Entre as barracas, que quase formam a letra t, na praça do Russel, está a dos irmãos Maria José Guedes e Ernando Guedes. Maria tem um terreno em Campo Alegre, Queimados, já Ernando tem outro, em Seropédica. Ambos são da Baixada Fluminense. Juntos, eles vendem frutas, legumes e folhas. A disposição de Maria impressiona, aos 66 anos, dona de um sorriso largo, ela cuida sozinha de todo o seu terreno, o que significa pegar na enxada, podar cerca de 250 pés de jabuticaba, entre outras funções que exigem muito do seu esforço físico.

Foto de Augusto Fontes - Feira da Glória [2]
Produtora Maria José Guedes – Foto de Augusto Fontes

Quase vizinhos, próximo dos irmãos, seu Erenildo Silva vende produtos variados, dependendo da época, acompanhado de sua filha Eliane Silva e Joyce Cristina Silva. O agricultor é natural do Espírito Santo e há 20 anos produz orgânicos. Entre os alimentos cultivados, também na Baixada Fluminense, estão o aipim, o quiabo, a abóbora, a batata doce, a cana de açúcar, entre outros. De acordo com Erenildo, seu produto é documentado por meio do Certificado de Conformidade Orgânica, o que lhe garante a participação na feira da ABIO.

Pensa que não há outros orgânicos? No local também é possível conferir os biscoitos, os pães e as granolas da Jucinei Batista, dona da fábrica Cultivar, fixada em Santa Teresa. Jucinei dá uma aula indispensável sobre as diferenças entre os alimentos consumidos em larga escala e os orgânicos.

A alimentação contemporânea é baseada no consumo de produtos desnutridos, com longo prazo de validade e cheios de aditivos químicos. São os falsos alimentos, que são feitos basicamente de farinha branca, carboidratos, gordura, sal e açúcar, somados aos saborizantes e conservantes. Não adianta colocar meia dúzia de vitaminas, porque o complexo dos alimentos tem milhares de nutrientes que a gente nem catalogou ainda e são vitais. Uma indústria orgânica preserva os nutrientes, pois ela tem um processamento ético. Então eu trabalho com alimentos integrais, frescos, com prazo de validade pequeno, o nosso prazo é de dois meses. Para termos uma geração longeva, é importante reformular completamente a alimentação humana, no campo e na cidade. Na agricultura e na indústria”. Explica Jucinei.

 

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