A Feira Orgânica de Olaria é sinônimo de resistência e traz para a região a proposta da reeducação social e alimentar

Simone - Olaria - Baixa 04
Foto de Simone Carrocino / Olhar Saudável

Existente há quatro anos, a feira orgânica une alimentação saudável e cultura, com ações como rodas de choro e exposição de produtos artesanais

A Feira Orgânica de Olaria – Leopoldina é a primeira feira do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, da ABIO, a ser instalada na região da Leopoldina, área que integra a Zona Norte do Rio de Janeiro. Localizada entre bairros tradicionais do subúrbio carioca, como Penha, Ramos e Bonsucesso, suas bancas estão instaladas exatamente na Praça Marechal Maurício Cardoso, bem perto do Olaria Atlético Clube e do IAPI da Penha.

Estrategicamente posicionada, bem na divisa entre Olaria e Penha, a praça resistiu às tentativas de inserções que ameaçariam as atividades de lazer dos moradores locais. Pensando nisso, com a sensibilidade de movimentos locais de resistência, da ABIO e dos Moradores e Protetores da Praça Marechal Maurício Cardoso, a feira orgânica foi instalada há quatro anos, no local.

Desde então, traz uma proposta de reeducação dos hábitos dos consumidores da Zona Norte, ainda que em meio a desafios para evidenciar a importância da conscientização alimentar e ambiental. No entanto, as atividades da feira avançam, angariando moradores para uma percepção mais saudável e para a perpetuação dos feirantes na região. Com uma tarefa nobre, a coordenadora da Feira Orgânica de Olaria, Ana Santos, explica um pouco mais sobre este trabalho.

“A feira acontece de maneira diferenciada, pois nós utilizamos muito da proposta cultural. Tem o Leopoldina Orgânica, que foi montada junto com a Feira de Artesanato da Leopoldina, que conta com a atuação de mulheres artesãs locais, do subúrbio, das favelas e donas de casa. Isso causou um processo grande de empoderamento dessas mulheres, que começaram a enxergar a praça como espaço de militância. É um desafio também falar de alimentação orgânica e agroecológica, dentro do subúrbio e da própria cidade, uma vez que comer de verdade é para poucos e não um plano de governo.” Explica Ana.

Segundo a coordenadora, as artesãs são de grande importância neste espaço, pois se tornaram corresponsáveis por trazerem cada vez mais pessoas para conferir os trabalhos delas e dos feirantes de alimentos orgânicos.  Ainda aliando alimentação saudável e cultura, a feira conta com o evento Choro Suburbano, que acontece no primeiro e no segundo sábado do mês, e com rodas de capoeira.

“O projeto Olhar Saudável surpreendeu porque só os registros realizados pelo grupo de fotógrafos do workshop, na feira, chamaram tanta atenção, foi tão importante! Isso legitima um movimento, legitima a feira. Antes de trabalhar a venda dos produtos, a gente trabalha o comportamento, as mudanças de hábito, a reeducação, porque a gente desaprende a se alimentar direito, então a proposta do Olhar Saudável é bem bacana, uma vez que a mídia tem um papel social muito importante, que seja de construção do território do bem viver.” Encerra Ana.

Feira de Olaria - Simone Carrocino
Simone Carrocino / Olhar Saudável
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