Reencontro com a fotografia: o retorno à prática trouxe Ana Carvalho para a atuação profissional na área

Ana Carvalho
Ana Carvalho / Arquivo pessoal

Após diversas experiências, Ana se reconectou com a fotografia, arte que realiza desde a infância. Seus trabalhos se expandem por áreas como a cultural e gastronômica

Ana Carvalho começou a fotografar ainda na infância, quando tinha entre oito e nove anos de idade e ganhou a sua primeira câmera profissional, uma Olympus Trip 35. Sua mãe foi uma grande incentivadora, para que ela se desenvolvesse nesta atividade e isso foi importante, pois a ajudou construir uma base que, futuramente, seria fundamental para que se tornasse uma fotógrafa.

Em sua trajetória, a profissional começou a desenhar sua carreira na psicologia, chegando a ingressar na PUC-Campinas, em São Paulo, mas, após a insatisfação com este campo, viajou para a Bahia e se fixou em Arraial D’Ajuda. Na região, entre várias atividades, trabalhou, pela primeira vez, efetivamente, com fotografia.

“Eu trabalhei com uma atividade chamada “Eu Na Foto”, nela, nós abordávamos os turistas que saiam das balsas em direção à praia e fotografávamos sem compromisso. Enquanto eles almoçavam, durante o passeio, revelávamos as fotos. No final, durante o retorno para a balsa, nós vendíamos essas fotos, eu conseguia comercializar bem”. Conta a fotógrafa.

Após dois anos, Ana retornou para Campinas a fim de realizar cursos em hotelaria e se engajar por este segmento. No meio do caminho, surgiu a oportunidade para estudar fotografia, na Itália. No entanto, a convivência com seu amigo, no país europeu, abriu a brecha para trabalhar com cinema, como figurinista.

Dessa forma, ingressou na Accademia Italiana, em Roma, para se especializar nesta área, conciliando a universidade, com os trabalhos cinematográficos. Após concluir o ensino superior e com a crise financeira que ocorreu na Itália, cinco anos depois da vivência, acabou retornando ao Brasil, como figurinista profissional.

 “Eu fui para a Itália, para ficar apenas três meses, hospedada na casa de um amigo, com o intuito de estudar fotografia. Só que ele trabalhava com cinema e, dessa maneira, tive a oportunidade de ser voluntária em um grande filme. Eu poderia escolher entre figurino ou cenografia e acabei ficando com a primeira opção. Depois de fazer o terceiro filme, eu fui atrás de uma faculdade e entrei na Accademia Italiana. Eu tive três anos de corte e costura, desenho, história da arte, história de cinema, história da fotografia, tudo o mais.” Comenta Ana.

De volta à terra natal, Ana Carvalho ingressou no cinema brasileiro pelo Polo Cinematográfico de Paulínia, em São Paulo, e realizou trabalhos para diversos filmes, entre eles, “De Pernas Pro Ar” e “O Palhaço”. Após, essas atividades, ela foi convidada para trabalhar na gravação de “Assalto ao Banco Central”, no Rio de Janeiro e, desde então, nunca mais saiu da cidade fluminense.

Em 2013, decidiu por deixar a carreira de figurinista, uma vez que, de acordo com ela, atuar com figurino no Brasil requer uma disposição para uma jornada extremamente intensa de trabalho, sem o retorno desejado. Esse foi o início do resgate com a fotografia, que teve como viés os registros que Ana começou a fazer para alguns eventos culturais no Rio, entre eles, o Bailão do Castelo. Com o incentivo dos seus clientes, ela se profissionalizou e voltou a fotografar.

“Eu comecei a fotografar brincando, com o incentivo, voltei a estudar. Fiz cursos no Atelier da Imagem, pós-graduação em Fotografia e Imagem, na Cândido Mendes/IUPERJ e viagens fotográficas realizadas pelo coordenador da pós, Mickele Petruccelli. Participei de exposições e coletivos também, como o Nós da Pós, uma iniciativa da turma da faculdade. Por fim, a fotografia veio com toda força que deveria e agora eu fotografo praticamente todas as áreas.” Revela a profissional.

Atualmente, Ana leva a vida e se mantém fazendo trabalhos com fotografias relacionadas ao corporativismo social, manifestações culturais e sociais, de rua, que é o que mais gosta de fazer e está relacionado aos seus projetos pessoais, entre outras ações. De um tempo para cá, também realizou trabalhos em gastronomia, porém, o projeto Olhar Saudável foi o primeiro a lhe proporcionar o contato com a cultura dos alimentos orgânicos.

Ana Carvalho
Ana Carvalho / Arquivo pessoal

Ana foi uma das nove selecionadas para participar do workshop de fotografia de gastronomia, homônimo a iniciativa, ministrado pelo fotojornalista, Berg Silva. Para ela, a finalidade do projeto é admirável, em especial, a maneira como ele pretende atingir a sociedade, aproximando o produtor orgânico do consumidor, possibilitando a conscientização sobre a alimentação.

“Foi um imenso prazer participar deste projeto com a Carol Graciosa e com o Berg Silva, que são pessoas que eu admiro muito. Eu gostei muito da experiência, a troca foi válida. No meu caso, acrescentou a um serviço que eu já ofereço: a  fotografia de gastronomia. Aprender com um mestre, como o Berg, foi uma ótima oportunidade. Assim como visitar as feiras, conhecer um pouco da história desses produtores, a possibilidade de continuar atuando no projeto e as pessoas que conheci ao longo dos encontros.” Encerra Ana.

 

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