O projeto A.Ch.A fortalece e evidencia o trabalho dos agricultores orgânicos do Rio de Janeiro

 

Flavia Brito
Flavia Brito / Foto de Simone Carrocino

A iniciativa da Cambucá, em parceria com o Instituto Maniva, promove a interação entre chefs e produtores a fim de humanizar e valorizar o trabalho no campo e na gastronomia

Lançado neste ano de 2018, o projeto A.Ch.A (Articulação de Chefs e de Agricultores) promove a interação entre chefs e agricultores orgânicos. A iniciativa traz a proposta de aproximação entre estes profissionais, incentiva a humanização do trabalho de produção e um mercado mais justo para os trabalhadores do campo, com o apoio da gastronomia.

O projeto pensado pelas sócias da Cambucá Consultoria, Flavia Brito e Francine Xavier, que são também amigas do Instituto Maniva, conta com a parceria da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, da EMATER-RIO, dos produtores orgânicos Flávio Lourenção e Maria Cristina Feitosa; Isabel Yamaguchi Xavier e Augusto Xavier; Felipe Latini de Oliveira e Priscilla Ruela, todos integrantes do grupo Raiz Forte do Sistema Participativo da ABIO (SPG-ABIO), e do Instituto Maniva, com a participação de nove Ecochefs e chefs patrocinadores da iniciativa, são eles: Teresa Corção (presidente do Maniva); Roberta Ciasca; Rafa Costa e Silva; Thomas Troisgro; Ciça Roxo (uma das idealizadoras do projeto Olhar Saudável); Claudia Vasconcellos; Romano Fontanive; incluindo também a própria Francine.

É muito importante que os consumidores, no caso os chefs, conheçam os agricultores, para deixar de ser uma relação simplesmente regulada pelo mercado. Os produtores são pessoas, que trabalham com suas famílias e tem questões pessoais envolvidas ali. O grande diferencial é o cara a cara e a questão de estar todo mundo junto nos riscos.” Afirma Francine.

Flavia também explica que a metodologia CSA foi utilizada como base para a construção deste projeto. De acordo com ela, esta é uma estrutura já existente no Brasil e visa diminuir o número de intermediários entre o produtor e consumidor, aproximando a relação comercial e social. Francine complementa e afirma que o sistema é uma maneira de tirar o risco do agricultor, que plantará com a garantia de que a produção será vendida.

“Todo o custo do projeto é planejado, o valor é dividido em cotas para os nove chefs participantes. Eles pagam mensalmente esta cota e isso reflete em nosso planejamento financeiro. A consequência é a segurança para o agricultor. Tudo o que os produtores precisarem, a gente segue repassando antecipadamente e, dessa maneira, não há necessidade deles realizarem crediários em banco, por exemplo. A gente tem previsto para o projeto, benfeitorias das propriedades, uma irrigação para cada produtor. Tudo isso está contemplado na iniciativa.” Explica Flavia.

Flavia Brito e Francine Xavier
Flavia Brito e Francine Xavier / Foto de Simone Carrocino

Como surgiu o A.Ch.A

Em 2016, o professor Antonio Abboud, do Departamento de Fitotecnia da UFRRJ, e a pesquisadora Maria Luiza de Araujo, da Pesagro-Rio, organizaram junto ao Instituto Maniva a “I Degustação de tomates orgânicos da UFRRJ”. Na ocasião, foram apresentados aos Ecochefs e demais participantes 35 variedades de tomates pertencentes a um banco genético de tomates, hoje há mais de 300 variedades.

A proposta do professor era que os Ecochefs selecionassem tomates deste banco para futura distribuição de sementes para agricultores familiares cultivarem. Em 2017, entre cursos realizados sobre a produção orgânica de tomates e a metodologia de comercialização CSA, a Cambucá, o Maniva e a UFRRJ organizaram uma segunda degustação de tomates com apresentação do projeto e chamada de participação para os chefs ligados ao Instituto Maniva.

Dentre diversas ações, a mais recente, no dia 26 de junho, contou com a visitação dos participantes do A.Ch.A e da Simone Carrocino, fotógrafa do Olhar Saudável e idealizadora do Da Si Permaculinária, ao sítio Brilho do Sol, em Seropédica, para acompanhar de perto o trabalho no campo, com os agricultores. Durante a programação, técnicas de tutoramento do tomate foram ensinadas, além da realização de uma roda de conversa sobre futuras cooperações para o projeto.

 

 

 

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