Chef Ciça Roxo participa de seminário sobre a PL do Veneno, na UERJ

 

Seminário PL do Veneno
Luiz Claudio Meirelles, Lucia Helena Pinto, Irma Pereira, Júlio Cesar Barros e Ciça Roxo (da esq. para dir.) / Arquivo pessoal

O encontro realizado pelo Instituto de Nutrição reuniu diversos profissionais para debater sobre os efeitos da PL 6.299/02

A chef Ciça Roxo participou na tarde desta quinta-feira, dia 27/09, do I Seminário do Grupo de Trabalho Técnico-Científico e Agroecológico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, cujo tema abordado foi “PL do Veneno: uma conversa necessária à prevenção de doenças no Brasil”. Idealizado pelo Instituto de Nutrição da UERJ, o encontro reuniu diversos profissionais para dialogar sobre os efeitos do Projeto de Lei 6.299/02 na sociedade e no meio ambiente.

Com o uso dos agrotóxicos em larga escala na produção brasileira, o debate traçou um paralelo sobre a realidade atual e as possíveis consequências ocasionadas a partir de alterações e do afrouxamento do controle desses produtos, em prol da modernização agrícola, como propõe o projeto de lei.

O Brasil aumentou consideravelmente o consumo dessas substâncias, sobretudo com o cultivo de transgênicos. Em 2017, foi constatado um aumento de 20,4%, em relação ao censo de 2016, de acordo com a pesquisa do IBGE – 2018. Entre tantas mudanças previstas na PL, há destaque para a alteração do termo agrotóxico para “defensivo fitossanitário”, cuja finalidade é trazer a falsa ideia de menor toxidade, e para a substituição da análise de risco para análise do perigo.

Atualmente, os produtos que trazem indicativos de efeitos cancerígenos, por exemplo, são vetados no Brasil. Com a PL do Veneno, a análise de risco é substituída pela análise de perigo, ou seja, somente produtos que apresentem riscos inaceitáveis serão barrados, aqueles considerados aceitáveis serão comercializados, abandonando, dessa forma, o princípio da precaução.

Os participantes também fizeram contrapontos, abordando a importância da atuação no campo, a partir da agroecologia, na contramão da produção tradicional com o uso dos agrotóxicos. A importância da valorização dos agricultores foi um dos tópicos abordados, a desmistificação do trabalho rural e da imagem negativa de uma atividade que é, na verdade, nobre. Assim como, a necessidade da integração da população, nas grandes cidades, com a produção de alimentos.

Ciça Roxo complementou a abordagem ao evidenciar os projetos dos quais participa, como o Olhar Saudável, cuja premissa é justamente projetar a produção familiar orgânica do Rio de Janeiro, os profissionais que atuam nesta área, como os feirantes do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas da ABIO, e apontar a importância de se saber a trajetória do alimento até a mesa, tanto pelos chefs da gastronomia, quanto pela população que o consome.

Além de Ciça, que representou os gastrônomos, a mesa redonda foi composta por Irma Maria Pereira, agricultora orgânica e membro da Rede de Agricultura Agroecológica e Orgânica da Zona Oeste; Lucia Helena Pinto Bastos, coordenadora do laboratório de resíduos dos alimentos do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz); Luiz Claudio Meirelles, pesquisador em saúde pública do CESTEH/ENSP/Fiocruz; Júlio Cesar Barros, coordenador e engenheiro agrônomo do projeto municipal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro “Hortas Cariocas”.

Seminário PL do Veneno
Apresentação da chef Ciça Roxo / Arquivo pessoal
Seminário PL do Veneno
Participantes do Seminário sobre a PL do Veneno / Arquivo pessoal
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